O QUE É?

Este projecto estuda as tendências populacionais de passeriformes Invernantes com recurso à captura de aves em redes verticais. Tem como objectivo compreender a origem geográfica das populações de aves invernantes, avaliar as interacções entre as populações invernantes e residentes e estudar a fidelidade aos territórios de invernada.

COMO FUNCIONA?

As Estações de Esforço Constante permitem monitorizar as alterações das populações de passeriformes, através de um programa de capturas regulares de aves durante o Inverno e em habitats específicos. Toda a dedicação é, na sua maioria, voluntária, e por isso agradecemos aos anilhadores envolvidos todo o esforço e esperamos continuar a contar com a vossa participação.

COMO PARTICIPAR?

Este projecto está aberto a todos os anilhadores com credencial de anilhagem de passeriformes. Informação detalhada sobre o programa e o protocolo pode ser consultada neste website e no Manual do MAI. A APAA incentiva as Estações de Esforço Constante a participarem no projecto e os anilhadores a estabelecerem novas estações com especial ênfase no interior do país e ilhas.

PERÍODO

De 15 de Novembro a 15 de Fevereiro, com uma sessão em cada período de 15 dias, resultando num total de 6 sessões. O número de dias entre cada sessão não deverá ser inferior a 3 dias e o padrão de visitas deve ser semelhante todos os anos. Na impossibilidade de cumprir a totalidade do período proposto, considera-se como aceitável um mínimo de 5 sessões.

É altamente recomendado que sejam cumpridas todas as sessões já que só assim podemos conseguir os pressupostos do projecto.

 
ESCOLHA DOS LOCAIS

É necessário que os locais onde as redes serão localizadas não sofram alterações que  possam influenciar a captura das aves. O número e posição da redes  deverá ser constante ao longo dos anos. Deste modo as alterações no número de aves capturadas entre anos reflectirá as variações reais da densidade das aves nesse local.

Não é permitido o uso de chamamentos para atrair aves às redes ou qualquer outra forma de atracção.

PERÍODO

De 15 de Novembro a 15 de Fevereiro, com uma sessão em cada período de 15 dias, resultando num total de 6 sessões. O número de dias entre cada sessão não deverá ser inferior a 3 dias e o padrão de visitas deve ser semelhante todos os anos. Na impossibilidade de cumprir a totalidade do período proposto, considera-se como aceitável um mínimo de 5 sessões.

É altamente recomendado que sejam cumpridas todas as sessões já que só assim podemos conseguir os pressupostos do projecto.

DURAÇÃO

As redes devem ser abertas cerca de 45-30 minutos antes do nascer do sol, iniciando-se a contagem do tempo de funcionamento logo que se registe movimentação de aves no local e prolongando-se o seu funcionamento até 5 horas depois. Se por algum motivo a totalidade da sessão não for efectuada, aceita-se um mínimo de 3 horas, mas se houver oportunidade, a visita deverá ser repetida no mesmo período de 15 dias.

VISITAS ÀS REDES

Deve ser efectuada uma visita às redes a cada 1 hora, dando uma margem de tempo para retirar as aves da rede. Uma atenção especial a ter em conta, é que este projecto decorre no Inverno e nos dias de mais frio, a primeira ida às redes recomenda-se que seja feita 30 a 40 minutos após a abertura das redes. As aves retiradas entre as 6h e as 7h, são registadas como capturadas às 6h, as aves retiradas da rede entre as 7h e as 8h são registadas como capturadas às 7h e assim sucessivamente.

RECOLHA DE  BIOMETRIAS

Para além das variáveis normalmente já recolhidas pelos anilhadores este projecto pretende informação sobre a medida do tarso, pois é uma biometria que reflecte de forma fiável o tamanho geral da ave (Senar & Pascual, 1997). A recolha da medida do tarso deve ser efectuada apenas para  as capturas e não para  os controlos, de forma a poupar tempo e não repetir a medição da mesma ave várias vezes.

ESPÉCIES

São consideradas prioritárias para o projecto, as espécies de aves mais abundantes no período de Invernada e comummente capturadas no decorrer das sessões de anilhagem, como o Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula), a Felosa-comum (Phylloscopus collybita), a Toutinegra-de-barrete (Sylvia atricapilla), o Rouxinol-bravo (Cettia cetti) e a Escrevedeira-dos-caniços (Emberiza schoeniclus).

ENVIO DOS DADOS
 
A informação pedida na folha de registo deverá ser preenchida na totalidade e enviada em formato de  para a APAA (mai@apaa.pt) no final de cada época de campo.

3. Parque Biológico de Gaia
Localização: Gaia ()
Colaboração: 2011/12-2015/16
Anilhador Responsável:
Contacto:

 4. Viana do Castelo
Localização: Gaia ()
Colaboração: 2011/12-2015/16
Anilhador Responsável:
Contacto:

5. Mitra
Localização: Évora (38º31'52.19"N  8º01'05.34"W)
Colaboração: 2011/12-2015/16
Anilhador Responsável: Carlos Godinho
Contacto: capg@uevora.pt

 7. Fonte Cigana
Localização: Estremoz ()
Colaboração: 2011/12-2015/16
Anilhador Responsável: Pedro L. Geraldes
Contacto: pedro.luis.geraldes@gmail.com
Página web

 

Locais

Em actualização...

Estamos a actualizar estes dados com as contribuições dos anilhadores responsáveis.

Para este projecto têm colaborado as seguintes estações de anilhagem:

Cruzinha

Água Branca

Herdade dos Forninhos

Parque Biológico de Gaia

Veiga de São Simão

Mitra

Mata de Vale Soeiro

Fonte Cigana

Quinta da Atalaya

Trigais

Cruzinha
Habitat: Sebes

Localização: Mexilhoeira Grande (37°08'40" N; 8°36'29" W)
Colaboração: 2011/12-2015/16
Anilhador Responsável: Marcial Felgueiras
Contacto: marcial.felgueiras@arocha.org

     Página web

Água Branca
Habitat: Galeria ripícola em ribeira sazonal

Localização: Odemira (37º48'29'' N; 8º27’17'' W)
Colaboração: 2011/12-2015/16
Anilhador responsável: Cláudia Matos
Contacto: matos.cs@gmail.com

Herdade dos Forninhos
Habitat: Galeria ripícola de salgueiros com relvado húmido

Localização: Odemira (37°44'45" N; 8°44'23" W)
Colaboração: 2011/12-2015/16
Anilhador responsável: Cláudia Matos
Contacto: matos.cs@gmail.com

Parque Biológico de Gaia
Habitat: Florestal

Localização: Avintes, Vila Nova de Gaia (41°5'56" N; 8°33'38" W)
Colaboração: 2011/12-2015/16
Anilhador Responsável: GVC - Rui Brito
Contacto: anilhagemdeaves@gmail.com

     Página web

Veiga de São Simão
Habitat: Galeria ripícola e caniçais

Localização: Mazarefes, Viana do Castelo (41°41'32" N; 8°46'17" W)
Colaboração: 2011/12-2014/15

Anilhador Responsável: GVC - Rui Brito
Contacto: anilhagemdeaves@gmail.com

     Página web

Mitra
Habitat: Florestal

Localização: Évora (38º31'52" N; 8º01'05" W)
Colaboração: 2011/12-2015/16
Anilhador Responsável: Carlos Godinho
Contacto: capg@uevora.pt

Mata de Vale Soeiro
Habitat: Florestal

Localização: Coimbra (40º18'49''N; 8º24'10'' W)
Colaboração: 2011/12-2015/16
Anilhador Responsável: Luís Silva
Contacto: lfpascoals@gmail.com

Fonte Cigana
Habitat: Pomar e matos

Localização: Estremoz (38°47'8" N; 7°34'15" W)
Colaboração: 2011/12-2015/16
Anilhador Responsável: Pedro L. Geraldes
Contacto: pedro.luis.geraldes@gmail.com
     Página web

Quinta da Atalaya
Habitat: Salinas abandonadas 

Localização: Alcochete (38°44'31" N; 8°55'22" W)
Colaboração: 2015/16
Anilhador responsável: GAET - Afonso Rocha
Contacto: afonso.rocha@gmail.com
     Página web

Trigais

Habitat: Pousio agrícola
Localização: Covilhã, Trigais (40°14'37" N; 7°42'52" W)
Colaboração: 2015/16
Anilhador Responsável: Pedro Lopes
Contacto: pedro.lopes275@gmail.com

 

Resultados

No período compreendido entre os Invernos de 2011/12 a 2015/16 foram capturadas 5625 aves de 80 espécies diferentes.

Os dados recolhidos em cinco estações de anilhagem e ao longo de quatro Invernos (2012/13 - 2015/16), permitiram analisar as tendências populacionais das cinco espécies de aves mais capturadas durante o Inverno. Embora o período analisado e o número de locais de amostragem serem reduzidos, os resultados preliminares evidenciam um ligeiro aumento das populações invernantes de Toutinegra-de-barrete-preto e um ligeiro declínio do Melro em Portugal.  

© 2020 Associação Portuguesa de Anilhadores de Aves

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